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Sepe mantém greve contra o retorno do ensino presencial e busca diálogo com a Prefeitura do Rio

POR O DIA

Profissionais da educação fazem protesto na porta da Prefeitura do Rio Foto: Divulgação

Rio - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) decidiu manter a orientação de greve aos trabalhadores da educação após a realização de uma assembleia com profissionais da rede municipal de ensino na terça-feira (15). A decisão foi tomada pelos representantes que consideraram os protocolos sanitários adotados pela prefeitura do Rio insuficientes para garantir a devida proteção contra a covid-19, por defender a continuidade das aulas remotas de maneira síncrona e a manutenção do cartão alimentação aos estudantes.

A prefeitura do Rio realizou nesta quarta-feira (16) a vacinação dos trabalhadores da educação do ensino superior e profissionalizante, finalizando a campanha de imunização da categoria. O secretário municipal da Educação, Renan Ferreirinha, esteve presente durante a aplicação das doses e anunciou que estenderia o horário de aula dos estudantes que retornaram ao ensino presencial. O Sepe é contrário à medida por considerar que ela aumenta o risco de contaminação dos alunos e trabalhadores.


“Reconhecemos os avanços na vacinação da categoria da educação, mas consideramos que há muitas coisas para serem conversadas. Os protocolos ainda são inseguros, a gente tem acompanhado os casos e sabemos que as crianças também se contaminam. Da nossa parte, estamos com pré-disposição para negociar com o governo nos termos da conversa que tivemos com o Renan Ferreirinha. Aumentar o número de horas das crianças nas escolas não é tão razoável assim”, afirmou a secretária de Assuntos Educacionais do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio e vice-presidente da CUT-RJ, Duda Quiroga.

O sindicato levantou uma série de motivos que levaram a organização a manter a orientação de greve aos profissionais. Entre eles, principalmente, a organização criticou a resolução N° 267, publicada no Diário Oficial do Rio na terça (15), que retira as atividades síncronas (ao vivo) do cronograma de aulas remotas dos alunos da prefeitura.


Para o sindicato, a retirada das atividades síncronas do modelo de ensino remoto é uma maneira de pressionar os estudantes a retornarem às aulas presenciais. A entidade também se preocupa com a possibilidade de extinção do cartão alimentação, que pode acontecer após o retorno completo do modelo antigo de ensino.

Na quinta-feira (17), o Sepe pretende realizar um ato que contará com a participação de vereadores convidados que vão intermediar junto ao secretário Renan Ferreirinha as negociações entre a entidade e a Secretaria Municipal de Educação, para que possa ser feito o fim da greve e o retorno com segurança dos profissionais de educação ao trabalho presencial.

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