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Rio se mantém na bandeira roxa com risco 'muito alto' para a Covid-19, aponta estudo da Saúde

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Vacinação de idosos em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense Foto: Domingos Peixoto

Felipe Grinberg

RIO — Pela segunda semana seguida os técnicos da secretaria estadual de Saúde do Rio apontam que o Rio está na bandeira roxa e com risco "muito alto". A pior situação é na região Metropolitana 1 - que engloba a capital e os municípios da Baixada Fluminense. Na projeção atual, os leitos de UTI para atender pacientes de Covid-19 nessa região podem acabar em cinco dias.

"Todas as 9 regiões do estado apresentam taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 80%, apontando para uma situação crítica no atendimento aos casos graves. Em relação à taxa de ocupação de enfermaria, exceto a região Noroeste, as demais regiões também apresentam esgotamento de leitos com taxas acima de 70%" , diz trecho da nota técnica.


Houve uma sensível melhora em indicadores de algumas regiões, que fez três delas saírem da bandeira roxa e ir para a vermelha. Junto com a Metropolitana 1, a região Serrana continua com o mais elevado grau de alerta.

Ao todo 21 municípios são considerados de "alto risco" para o coronavírus. Sete, porém foram o que apresentaram os piores indicadores gerais:

  • Mesquita

  • Nilópolis

  • Nova Iguaçu

  • Queimados

  • Rio de Janeiro

  • Engenheiro Paulo de Frontin

  • Sapucaia

Na outra ponta, apenas Rio das Flores foi classificada com risco moderado para a Covid-19.



A avalição do corpo técnico da secretaria estadual de Saúde compara a semana epidemiológica 12 (de 21 a 27 de março) com a 10 (de 07 a 13 de março) de 2021.

Atendimentos voltam a crescer

Os técnicos também analisaram o número de atendimentos de pessoas com sintomas de Covid-19 na porta de entrada do sistema. Nas UPAs estaduais houve um crescimento sustentado durante o mês de março com uma pequena queda no fim, quando houve maiores medidas restritivas. Entretanto, no início de abril foi percebida "nova subida e pico em 5 de abril".

"As solicitações por leitos (Figura 7) apresentam maior variabilidade diária, mas que reflete uma tendência de aumento desde o início de março. A partir do dia 15 de março, observamos uma maior velocidade no aumento do número de pessoas na fila de espera"

Medidas de restrições sugeridas

De acordo com a classificação de risco, os técnicos apontam que medidas devem ser tomadas para tentar conter o avanço da pandemia. Os critérios e medidas de isolamento foram definidas já para o primeiro boletim, divulgado no início de julho de 2020. Em caso de "Risco muito alto", as medidas que devem ser tomadas são:

  • Suspensão de atividades econômicas não essenciais definidas pelo território, avaliando cada uma delas (Também para o "risco alto")

  • Definição de horários diferenciados nos setores econômicos para reduzir aglomeração nos sistemas de transporte público. (Também para o "risco alto")

  • Adoção de quarentena, como expõe a Portaria 356/2020 (a), conforme avaliação do gestor.

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