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Polícia intima médicos e enfermeiros que trabalhavam com anestesista preso por estupro para depor

Gaze usada por Giovanni Quintella Bezerra, 31, para limpar a boca de paciente depois do crime foi recolhida e vai passar por perícia

Médico anestesista, que trabalhava com Giovanni Quintella Bezerra, presta depoimento na 64ª DP (São João de Meriti) Cleber Mendes/Agência O Dia

Rio - Médicos, enfermeiros e outros profissionais do Hospital da Mulher em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que trabalhavam na mesma equipe do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, 31, vão prestar depoimento na 64ª DP (São João de Meriti), nesta terça-feira. O homem foi preso no domingo (10) por estuprar uma mulher durante o parto. Na noite de segunda-feira, outras testemunhas também foram ouvidas, entre elas um médico anestesista que trabalha no Hospital da Mulher. Além de investigar a conduta de Giovanni durante a cesárea, a Polícia Civil também quer saber se o preso também estuprou outras mulheres, inclusive no dia em que foi preso.

Médico anestesista, que trabalhava com Giovanni Quintella Bezerra, presta depoimento na 64ª DP (São João de Meriti)Cleber Mendes/Agência O Dia

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Também foram apreendidos materiais hospitalares usados no centro cirúrgico onde o estupro foi flagrado, como uma gaze que pode conter o material biológico de Giovanni. No vídeo, é possível ver que ele limpou a boca da paciente com o material, após praticar o ato.


Até o momento, uma vítima e sua família compareceu de forma espontânea na 64ª DP para denunciar a conduta do médico durante o parto. Bastante nervosa, a paciente disse que foi atendida pelo anestesista e retornou para o quarto depois do parto com "casquinhas brancas e secas" no rosto. A mulher estava grávida de gêmeos e teve o primeiro filho de parto normal no fim da noite do dia 5 de julho. Cerca de 50 minutos depois, já na madrugada do dia 6 de julho, ela passou por uma cesárea, mas o bebê não resistiu e morreu. Os nomes dos envolvidos serão preservados.

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"Eu lembro de ter meu filho e depois disso eu apaguei. Antes disso, eu perguntava a todo momento se era normal sentir sono e ele dizia que sim. Ele a todo momento ficou acima da minha cabeça tentando me acalmar. Eu acredito que fui vítima, não é normal ficar dopada daquele jeito. Eu só fui acordar no outro dia de tarde, eu tentava ficar acordada, mas não conseguia", disse a vítima na saída da 64ª DP.

A mulher não tem dúvidas que também foi vítima de Giovanni. "Acredito sim que fui uma das vítimas. Eu não consegui ficar acordada no momento mais especial da minha vida. Não conseguia segurar meu filho, não conseguia nem olhar direito para ele", lamenta.

Enfermeira conta de atitude suspeita


Uma enfermeira também prestou depoimento na 64ª DP na segunda-feira (11). Na delegacia, a profissional disse que iniciou o plantão às 7h e que na primeira cirurgia já havia percebido uma atitude estranha de Giovanni. Segundo a mulher, o anestesista "armou o seu local de trabalho durante a cirurgia de uma maneira que bloqueava o campo de visão da equipe que estava realizando a cirurgia; QUE esse comportamento por si só já seria incomum".

Disse ainda que no segundo procedimento do dia outra situação bastante incomum ocorreu, pois a paciente saiu da cirurgia com uma sedação muito superior ao normal. A equipe, então, se reuniu e adotou estratégias para entender e observar melhor o motivo desses comportamentos estranhos. Foi então que os profissionais posicionaram o celular em um armário para gravar a terceira cirurgia do dia.

A cirurgia foi uma cesárea que iniciou por volta das 15h do domingo (10). Após o procedimento o aparelho foi recolhido e foi constatado nas imagens cenas nas quais Giovanni introduz o seu pênis na boca da paciente durante o procedimento.

Giovanni se formou em medicina em 2017 pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), no Sul Fluminense, mas concluiu a especialização em anestesia apenas em abril deste ano. A audiência do anestesista acontece nesta terça-feira (12). Ele está preso em um presídio em Benfica, na Zona Norte do Rio, e pode ser expulso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) nos próximos dias.


fonte O DIA

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