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Polícia Civil e MPRJ realizam operação contra quadrilha de roubo de carga - SUPER TOP FM 89.3

Segundo as investigações, o bando furtava enormes quantidades de resina, mas, à polícia, prestava queixas de roubo. O prejuízo financeiro para a empresa foi de cerca de R$ 3 milhões

Os agentes apreenderam uma arma, telefones, notebooks, documentos e carretas Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Rio - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizam, nesta quarta-feira, a Operação Resina, contra uma associação criminosa especializada em desvio de cargas, principalmente de matéria-prima para a produção de garrafas PET. Agentes da 61ª DP (Xerém) cumprem 21 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, Nova Iguaçu, Mesquita, Seropédica e Piraí. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Achilles Coelho Alamo, preso em flagrante por porte ilegal de arma, é apontado como coordenador do golpe. "Ele tinha uma participação muito ativa justamente coordenando as saídas e escolhas de mercadorias que seriam fretadas para que não gerassem nenhum tipo de suspeita quando eles estivessem trafegando nas vias. E ele também é proprietário de caminhão que está sendo devidamente apreendido, assim como as demais carretas envolvidas, tendo sido a ordem judicial para ter a restrição para que esses caminhões não rodem", disse a delegada Juliana Emerique.

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Mário Luiz Simões foi preso por receptação por estar em posse de um telefone roubado.

A delegada disse que a operação tem duas fases e nesta primeira foi determinada a restrição judicial de 12 carretas, para posterior apreensão. E os veículos que forem identificados ao longo das investigações também serão recolhidos.

De acordo com o MPRJ, a quadrilha furtou 200 toneladas de resina PET PCR (Pós-Consumo Reciclada) da empresa CPR Indústria e Comércio de Plásticos, localizada em Xerém, que é especializada na fabricação dessa resina. A empresa possui a maior produção de garrafas PET do Brasil, em torno de 100 milhões de garrafas por mês.

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Segundo as investigações, o grupo utilizava plataformas online de transporte rodoviário de cargas, buscando serviços publicados por empresas. Um motorista procurava fretes compatíveis com seu veículo e negociava o transporte e o carregamento do caminhão. Após esta etapa, um segundo motorista assumia a direção do veículo e desviava as cargas para receptadores. Enquanto isso, o primeiro motorista procurava uma delegacia para comunicar que havia sido vítima de roubo. Foram descobertos outros 15 registros de ocorrência relativos a falsos roubos, que se tratavam de desvio de cargas.

"Além dos furtos ocorridos no interior da empresa CPR, foram identificados três supostos roubos de carga, dois deles ocorridos nos estados de Minas Gerais e São Paulo, que evidenciaram a ocorrência de fraude e respectiva atuação do mesmo grupo criminoso", disse o MPRJ. Durante as investigações, foi possível comprovar a existência de uma associação criminosa focada no desvio de enormes quantidades de resina, já tendo sido identificados dois núcleos: um composto por funcionários de uma empresa e outro por empresários proprietários de transportadoras e motoristas, cooptados para noticiarem falsamente o crime de roubo. O prejuízo financeiro para a CPR foi de cerca de R$ 3 milhões.

Juliana anda afirmou que a quadrilha utilizava os próprios funcionários da empresa e dali eles faziam conexões com pessoas de fora para que pudessem fazer o desvio da carga.

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"Temos 12 investigados nessa associação criminosa por roubo de carga, tombo de carga, falsa comunicação de crimes e outras fraudes. Isso precisa ser investigado, porque não é só a empresa que perde, mas toda a sociedade, pois acaba gerando um aumento de frete, de seguro, gera uma insegurança para aquele que contrata o frete, porque não quer que sua carga seja desviada", disse a delegada, que completou:

"Provavelmente teremos outras fases dessa operação com mandados de prisão e outros mandados de busca e apreensão. Hoje conseguimos apreender telefones, notebooks, documentos e carretas que estão com a restrição de gravame para rodar nas vias. Se essas carretas estão rodando ilegalmente, elas vão continuar fomentando o crime".

A força-tarefa também descobriu que o bando está envolvido a fraudes relacionadas a "tombos de carga", principalmente de alumínio e ferro, ocasionando um prejuízo ao setor de outros R$ 2 milhões.

A ação conta com o apoio das delegacias do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).


fonte O DIA

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