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Paes considera manter somente os fogos em Copacabana, após cancelar o Réveillon - SUPER TOP FM 89.3

Prefeito do Rio afirma ter levado ao governador Cláudio Castro a ideia de espalhar pontos do espetáculo pirotécnico pela cidade. Secretaria de Saúde conduzirá as negociações

Eduardo Paes durante anúncio de desconto no IPTU no Bangu Atlético Clube, Zona Oeste do Rio Marcos Porto/ Agência O DIA

O DIA

Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), afirmou ter levado ao governador Cláudio Castro (PL) a ideia de realizar, pelo menos, o espetáculo de fogos de artifício em Copacabana e outros "pontos centrais da cidade". Paes anunciou o cancelamento das festas de Réveillon no último sábado (4), após a divulgação da notícia de que parte dos técnicos especialistas consultados pela Secretaria Estadual de Saúde haviam recomendado a não realização da festa.

Segundo Paes, o pedido para Castro foi de que ele levasse a ideia ao Comitê Científico do estado. Até o momento, não há clareza se foi o comitê quem orientou pelo cancelamento, e o governo estadual também não chegou a acatar a ideia, mas a Prefeitura do Rio se adiantou a decidiu pelo cancelamento do Réveillon. O prefeito encontrou o governador na noite de segunda-feira (6).

"Estive agora à noite com o governador Claudio Castro. Pedi que levasse a seu comitê científico a possibilidade de realizarmos ao menos os fogos em Copacabana e em alguns pontos centrais da cidade. Daniel Soranz (secretário municipal de Saúde) irá conduzir as negociações acerca do que é possível ser feito", escreveu o prefeito no Twitter.


Castro: reunião com Paes para discutir 'decisão final' sobre o Réveillon

Cláudio Castro havia anunciado, ainda no sábado, que faria uma reunião com Paes para discutir sobre a decisão de cancelar o Réveillon. Não há a confirmação se haverá um novo encontro entre os dois. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou na segunda-feira em entrevista à 'Globonews' que considera "muito difícil" uma reversão da decisão.

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"Eu acho muito difícil [que ocorra] com o cenário que se colocou. É claro que ninguém gostaria de estar cancelando esta festa incrível, mas o clima de insegurança, mesmo com o cenário epidemiológico muito favorável, limita determinadas ações. Então, o prefeito tomou essa decisão e é claro que vai discutir com o governador e técnicos do estado, mas, infelizmente, não há clima para uma festa", declarou o secretário.

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