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Niterói volta a implantar barreiras sanitárias para tentar conter o avanço da covid-19

POR O DIA

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Ação deve ocorrer a partir de quarta-feira (14) e reforça as medidas restritivas adotadas nas últimas semanas pelo município

Rio - A prefeitura de Niterói decidiu nesta segunda-feira (13) implementar barreiras sanitárias nos principais acessos ao município para conter o avanço da covid-19 na cidade. Elas estarão localizadas nos pontos mais importantes da cidade, como na divisa com São Gonçalo e na Ponte Rio-Niterói.

Nestas barreiras, será feita a medição de temperatura, que impedirá o acesso de quem apresentar febre, um dos sintomas da doença. A ação reforça as medidas mais restritivas adotadas nas últimas semanas pelo município. No sábado (10), a prefeitura prorrogou até o próximo dia 18 o Período Emergencial de Prevenção contra a covid-19.


Na segunda (12), dois dias depois da medida, manifestantes se reuniram para reivindicar a abertura do comércio não essencial e das escolas, no momento em que o estado enfrenta a terceira onda causada pelas novas variantes da covid-19. Uma das faixas da Avenida Roberto Silveira, no bairro de Icaraí, foi ocupada na área nobre da cidade.

Em janeiro, a prefeitura implantou barreiras sanitárias nos acessos às praias de Itaipu, Camboinhas e Itacoatiara, em uma tentativa de reduzir a circulação de pessoas que não moram na cidade e costumam visitar a área para lazer, permitindo apenas a presença dos moradores.


Segundo o prefeito Axel Grael, a implementação das barreiras sanitárias tem como objetivo o controle do fluxo de pessoas que vêm de fora de Niterói.

“A situação em Niterói nos preocupa muito. Temos feito contato com cidades ao nosso redor, estamos dialogando com o Rio e Maricá. O cenário na Região Metropolitana nos deixa em alerta, porque cidades vizinhas, como São Gonçalo, não estão implementando medidas restritivas. Isso faz com que os hospitais lá estejam com 100% de ocupação, e essa demanda chegue à nossa cidade. Hoje, 20% dos leitos de Niterói são ocupados por pacientes que vêm de São Gonçalo. A falta de medidas dos municípios vizinhos afeta Niterói, por isso nosso apelo para que também façam a sua parte”, afirmou.


Pacientes de outras cidades ocupam leitos em Niterói

Um levantamento do Monitora Covid-19, iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que desde março de 2020, Niterói teve mais de 37% de seus leitos ocupados por pacientes de outros municípios, contaminados com a doença. Nas internações em UTI, esse número chega a quase 40%.


De acordo com o levantamento, de março de 2020 a fevereiro de 2021, pelo menos 2.113 leitos foram ocupados por pacientes de outros municípios. Desse número, foram 990 casos de UTI, com destaque para quase metade desse número vindo de São Gonçalo (458 casos).

Cidades como Itaboraí, Maricá e Rio de Janeiro também exportam pacientes para a cidade. Pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde e do Monitora covid-19, Diego Xavier explicou que os dados foram coletados dos registros do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), de março de 2020 a fevereiro de 2021.


O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Oliveira, disse que o atual cenário é de registro de mais casos que demandam internações, que deixam pacientes mais graves e com aumento percentual das pessoas jovens sendo atingidas.

"De fevereiro para março saiu de 5% para 12% o número de pacientes entre 30 a 39 anos internados no Hospital Oceânico. Nós vivemos, em todo o território nacional, uma situação de colapso do sistema de saúde. Está acabando, no Brasil, medicamentos para sedar pacientes intubados. Os profissionais de saúde estão exaustos. Precisamos vacinar e diminuir a circulação do vírus”, disse.

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