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Assessor de deputado é preso por corrupção passiva em operação do MPRJ - SUPER TOP FM 89.3

Vando Amorim, que trabalha para o deputado estadual Giovani Ratinho, recebia dinheiro em esquema de transporte de combustível para o Rio. Também foram presas 8 pessoas, entre elas um PM; foram apreendidos carros de luxo, dólares e R$ 200 mil em espécie

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em operação conjunta com o MPRJ Divulgação / PRF

O DIA

Rio - O assessor do deputado Giovani Ratinho (PROS), Vando Amorim, foi preso nesta sexta-feira durante a segunda fase da Operação Desvio de Rota, realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele é acusado de corrupção passiva durante o período que trabalhava na barreira fiscal. Na época, Vando aderiu à estrutura de corrupção sobre o transporte de combustível de outros estado para o Rio e passou a receber valores fixos.

Além de Amorim, um policial militar foi preso e três carros de luxo foram apreendidos. Os agentes também apreenderam R$200 mil e uma pequena quantidade em dólar. De acordo com a promotora Roberta Laplace, 29 pessoas foram denunciadas. Um dos investigados foi preso com uma pistola e munições sem registro. Ao todos, oito pessoas foram capturadas. Equipes estiveram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas não conseguiram cumprir os mandados de busca e apreensão pois não encontraram o local de trabalho de Amorim. A dificuldade em localizar o assessor levantou dúvidas se Amorim seria um servidor fantasma. A reportagem tentou contato com o gabinete, mas não obteve sucesso até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação. As diligências prosseguem para denunciar outros servidores que também atuavam no esquema.


São 19 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão. As investigações apontaram que os acusados realizavam transporte de combustível para o Rio de Janeiro de maneira fraudulenta ao não realizar o pagamento de ICMS sobre o valor do etanol trazido de outros estados.

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Agentes estiveram no 31ºBPM (Recreio dos Bandeirantes) para realizar parte das diligências. São 160 policiais e 10 promotores de justiça do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação segue em andamento.

A investigação, realizada pelo MPRJ, teve início a partir de informações da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) da entidade. Foram analisados dados da PRF, como ocorrências de apreensões de veículos que transportavam etanol em rotas diferentes da origem e o destino das notas fiscais apresentadas. O prejuízo estimado chega a R$1 bilhão aos cofres públicos.

Segundo o MP, para se esquivar do pagamento do imposto na chegada do combustível ao Rio de Janeiro, a quadrilha contava com servidores que atuavam na Barreira Fiscal e, sempre que necessário, usava de violência e ameaças. Dentre as estratégias usadas pela organização para passar pela Barreira Fiscal estavam o uso de notas frias, simulação de caminhão vazio, pagamento de propinas a agentes públicos, entre outras. A ação também conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias.


A investigação identificou que o grupo se dividia em três núcleos de atuação: os líderes, que organizavam o transporte e a comercialização de combustíveis; o núcleo logístico, onde atuavam os responsáveis pela adulteração das notas fiscais, os motoristas. Nesta fase, os respectivos proprietários das carretas que faziam a contratação de transporte e dos batedores das estradas. Por último, o interlocutor/lobista, que atuava como receptador do etanol irregular, fazendo a conexão da organização criminosa com a indústria de combustíveis e viabilizando a compra de etanol sem notas fiscais e/ou com documentação tributária irregular.

O Gaeco denunciou à Justiça um total de 29 pessoas acusadas de organização criminosa armada com atuação conjunta com funcionários públicos, corrupção ativa e passiva. Os mandados de prisão e busca e apreensão são cumpridos em 9 municípios do Rio (Capital, São João de Meriti, Belford Roxo, São Gonçalo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Piraí e Volta Redonda) e em Paulínia e Bauru, São Paulo. Um dos alvos da ação é o 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes).

Colaborou Jenifer Alves

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